EFE/Lenin Nolly
EFE/Lenin Nolly

Cúpula da OEA sobre crise venezuelana busca ‘deslegitimar’ eleições, diz Caracas

Governo venezuelano acusa países do bloco de buscar ‘onda de violência’ para ‘desestabilizar o país’ às vésperas do pleito eleitoral

O Estado de S.Paulo

28 Abril 2018 | 04h23

CARACAS – O governo da Venezuela acusou nesta sexta-feira, 27, alguns países da Organização dos Estados Americanos (OEA) de buscar uma “onda de violência que deslegitime” as próximas eleições presidenciais. Na próxima segunda-feira, 30, o bloco se reúne para discutir a situação humanitária do país caribenho.

Em carta ao Conselho Permanente do bloco, a delegação venezuelana expressou seu “energético protesto” perante a convocação de uma reunião “cujo principal objetivo é a desestabilização do país” às vésperas das eleições presidenciais, previstas para 20 de maio.

A cúpula da OEA buscará discutir a situação da Venezuela e “seu impacto nos países da região”. Especialistas foram convocados para expor “um panorama amplo e objetivo” do país caribenho, informa o bloco.

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Para a Venezuela, a reunião “repete a cínica estratégia aplicada no ano passado nos piores momentos da violência estimulada para frear as eleições da Assembleia Nacional Constituinte”. Caracas também afirmou que os países que convocaram a reunião possuem “cegueira seletiva” ao não abordar os problemas enfrentados por todo o hemisfério.

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“Feminicídios, execuções extrajudiciais, desaparecidos e uso de valas comuns em operações de segurança pública, estudantes assassinados, discriminação racial, campanhas de ódio contra os imigrantes, a humilhação constante do país mais poderoso contra os seus vizinhos”, listou a delegação venezuelana. 

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A cúpula foi convocada a pedido do Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Costa Rica, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru, sob a presidência da Colômbia. //EFE

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