Cúpula da ONU para o desenvolvimento termina sem ações concretas

Ideias como criação de imposto sobre transações financeiras têm a oposição de muitos países; encontro se encerra nesta quarta-feira

22 de setembro de 2010 | 04h16

WASHINGTON - A Cúpula da ONU para revisar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio termina nesta quarta-feira, 22, após três dias de debate dos líderes mundiais, que mostraram boas ideias, mas poucos resultados concretos.

Embora todos os participantes tenham reiterado a vontade política de cumprir o compromisso adotado há dez anos para acabar com a miséria no mundo e fazer mais eficazes as ajudas ao desenvolvimento, ideias inovadoras como criar um novo imposto sobre transações financeiras têm a oposição de muitos países.

O prato principal do dia será a presença do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que falará sobre a política de seu país para o desenvolvimento e as ajudas que forneceu em catástrofes recentes, como o terremoto do Haiti, em janeiro, e as inundações do Paquistão, em julho.

O Brasil estará representado pelo ministro de Exteriores, Celso Amorim, já que o presidente Lula decidiu não viajar para Nova York para apoiar a campanha eleitoral da candidata à presidência Dilma Roussef para as eleições do dia 3 de outubro.

Muitos países em desenvolvimento pediram durante a Cúpula da ONU aos países ricos que a crise econômica global não diminua a ajuda ao desenvolvimento, e reivindicaram uma reformulação da arquitetura financeira global que responda melhor à geopolítica atual.

Por outro lado, países como a Alemanha lembraram a necessidade de um bom governo para conseguir desenvolvimento e progresso.

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