Cúpula da Otan discute Ucrânia e Estado Islâmico

Obama e Cameron declararam que seus países "não serão intimidados" pelos extremistas que decaptaram jornalistas americanos

Estadão Conteúdo

04 de setembro de 2014 | 09h48

Líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) discutem nesta quinta-feira se a aliança deve participar da contenção à ameaça militante no Oriente Médio, quando chefes de Estado dos países que compõem o grupo se reúnem no País de Gales para uma reunião de cúpula que também está focada na crise na Ucrânia e nas próximas medidas a serem tomadas no Afeganistão.

O presidente norte-americano Barack Obama e o primeiro-ministro britânico David Cameron declararam que seus países "não serão intimidados" pelos extremistas do grupo Estado Islâmico, que assumiram a responsabilidade pelos assassinatos de dois jornalistas norte-americanos. Os dois líderes disseram também que a Otan não deve se voltar para seu interior, tendo em vista a ameaça militante.

"Aqueles que querem adotar uma abordagem isolacionista entenderam mal a natureza da segurança no século 21", escreveram Obama e Cameron num editorial conjunto para o Times de Londres. "Os acontecimentos em outras partes do mundo, particularmente no Iraque e na Síria ameaçam nossa segurança em casa."

Obama, Cameron e dezenas de outros líderes da Otan reúnem-se num resort de golfe no País de Gales para uma cúpula de dois dias. Os líderes também planejam chegar a um compromisso para uma resposta mais rápida e robusta em sua fronteira oriental, com o objetivo de conter uma agressão russa.

A maior parte das decisões deve ser definida, porém, em reuniões paralelas à cúpula, onde os líderes norte-americano e britânico devem conquistar apoio para uma resposta internacional para confrontar os militantes do Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

Ao chegar para a reunião nesta quinta-feira, o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse acreditar que uma comunidade internacional mais ampla "tem a obrigação de impedir que o Estado Islâmico avance mais", mas lembrou que a aliança ainda não recebeu qualquer pedido de ajuda.

"Tenho certeza de que se o governo iraquiano tivesse apresentado um pedido de ajuda para a Otan, ele seria levado seriamente em consideração pelos aliados da Otan", afirmou Rasmussen.

Estados Unidos e Reino Unido estão profundamente preocupados com a ameaça potencial a seus países vinda de combatentes estrangeiros que se juntaram ao violento grupo islâmico. Na segunda-feira, Cameron propôs uma nova lei que daria à polícia o poder de confiscar os passaportes de britânicos suspeitos de ter viajado para o exterior para combater com grupos terroristas. Fonte: Associated Press.

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