Cúpula da UPM abre nova era entre UE e Mediterrâneo

Encontro quer dar novo vigor ao Processo de Barcelona, o mecanismo de cooperação iniciado no final de 1995

EFE

13 de julho de 2008 | 05h24

Mais de 40 chefes de Estado ou Governo da Europa e do sul do Mediterrâneo promovem neste domingo o "Processo de Barcelona: União pelo Mediterrâneo", uma iniciativa que busca restabelecer a cooperação bilateral sobre um plano de igualdade. A Cúpula da União pelo Mediterrâneo (UPM), que não contou somente com a participação da Líbia, quer dar um novo vigor ao Processo de Barcelona, o mecanismo de cooperação que começou na cidade espanhola no final de 1995. A cúpula começará às 10h30 (de Brasília), e durante a manhã os ministros de Exteriores tentarão resolver os últimos problemas pendentes da declaração final da reunião. Além disso, o anfitrião, o presidente francês e de turno da União Européia (UE), Nicolas Sarkozy, continuará uma intensa atividade diplomática com uma reunião conjunta com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert. O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, se reunirá com a ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt, recém resgatada após seis anos seqüestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Os únicos chefes de Estado e Governo que não estarão presentes são o rei Muhammad VI, do Marrocos, representado por seu irmão, o príncipe Moulay Rachid, e o líder líbio, Muammar Kadafi, que não quis participar do encontro. Já foram definidos projetos para a descontaminação do Mediterrâneo, a criação de estradas marítimas para unir portos vizinhos, um plano de desenvolvimento de energia solar, a criação de uma universidade em comum, o estabelecimento de um mecanismo de créditos para pequenas e médias empresas e um programa comum de Defesa Civil.

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