Cúpula das Farc é processada por narcotráfico

Pela primeira vez, a procuradoria-geral colombiana abriu um processo contra a cúpula da guerrilha Forças Armadas Revolucionária da Colômbia (Farc) por delitos de narcotráfico e formação de quadrilha. A promotoria tomou a decisão com base em provas obtidas pelos militares na chamada operação "Gato Preto", realizada nos primeiros meses de 2001 nas selvas do leste da Colômbia. Durante a operação, foi capturado o traficante brasileiro Luiz Fernando da Costa, o "Fernandinho Beira-Mar", que hoje está preso no Brasil. Também durante a ação foram destruídos laboratórios de drogas, erradicadas plantações de coca e obtidos importantes documentos nas áreas de influência da Frente 16 das Farc, dirigida por Tomás Molina Caracas Segundo a promotoria, graças a livros contábeis encontrados na operação, ficou estabelecido que as Frentes 10 e 16 das Farc receberam 14 bilhões de pesos (cerca de US$ 5 milhões) provenientes do narcotráfico, entre janeiro e março de 2001. Acredita-se também que Fernandinho Beira-Mar trocava armas por drogas com a guerrilha. Entre os sete comandantes das Farc chamados a juízo estão Pedro Antonio Marín, conhecido como "Manuel Marulanda", o "Tirofijo" ("tiro certo"); Jorge Suárez; e Tomás Molina Caracas. Este último é requerido pela Justiça dos Estados Unidos por narcotráfico.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.