Cúpula de Estocolmo repudia "espiral de horror" no Oriente Médio

Os 11 chefes de governo reunidos naCúpula Progressista de Estocolmo enviaram uma carta aoprimeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, e ao presidente daAutoridade Palestina, Yasser Arafat, pedindo que eles "rompam aespiral de terror e violência" e retornem à mesa de negociações nos termos do relatório Mitchell e do entendimento de Tenet. Osgovernantes ponderam que Sharon e Arafat são responsáveis porresolverem o conflito, mas se colocam à disposição, "comolíderes de nossos países e membros de vários organismos decooperação regional", a ajudá-los a encontrar uma saída.Arafat, confinado em Ramallah, na Cisjordânia, respondeuprontamente ao apelo. Dirigindo-se aos governantes como "carosamigos", o líder palestino disse que compartilha daspreocupações deles e manifesta sua "total disposição deimplementar o relatório Mitchell e o entendimento de Tenet, emtodos os aspectos". Arafat declara que necessita da assistênciados governantes, "em cooperação com os Estados Unidos, a UniãoEuropéia, a Rússia e as Nações Unidas, para fornecer osmecanismos efetivos e justos, com prazo definido, para respaldaro cessar-fogo e ingressar no trilho da negociação". Sharon nãorespondeu.O comunicado da cúpula foi assinado pelo chanceler alemão,Gerhard Schröder, pelos primeiros-ministros da Grã-Bretanha,Tony Blair, da França, Lionel Jospin, de Portugal, AntônioGuterres, da Suécia, Göran Persson, do Canadá, Jean Chrétien, eda Nova Zelândia, Helen Clark, e pelos presidentes do Brasil,Fernando Henrique Cardoso, do Chile, Ricardo Lagos, da àfrica doSul, Thabo Mbeki, e da Polônia, Aleksander Kwasniewski.

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