Cúpula discute intervenção na Líbia; Kadafi ataca capital rebelde

França, Reino Unido, EUA, países árabes e africanos discutem imposição de zona de exclusão

estadão.com.br

19 de março de 2011 | 09h34

Líderes europeus, dos EUA, africanos e árabes estão reunidos. Foto: Ian Langsdon/Efe

PARIS - Líderes do mundo árabe, da África, dos Estados Unidos e de outras potencias ocidentais estão reunidos neste sábado, em Paris, para discutir uma intervenção militar contra  o ditador líbio, Muamar Kadafi. Mais cedo, tropas do governo atacaram Benghazi, a capital rebelde.

 

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O embaixador francês nos Estados Unidos, Gerard Araud, disse ao BBC Newsnight que espera que a ação militar comece em poucas horas, após uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, que autoriza a comunidade internacional a defender os civis na Líbia.

A França é anfitriã de uma cúpula organizada às pressas, em resposta à ofensiva da artilharia, dos aviões de guerra e tanques de Kadafi contra áreas controladas por rebeldes.

 

As potências que se reunirão em Paris neste sábado para discutir uma intervenção coordenada na Líbia poderão lançar ataques aéreos logo após o fim do encontro, disse uma fonte próxima às discussões.

 

A fonte disse que França, Reino Unido e Canadá poderão participar juntamente de uma intervenção inicial. Os Estados Unidos poderiam participar mais tarde e qualquer participação de países árabes viria depois, disse ele.

 

Kadafi entra em Benghazi

 

Tanques das forças do coronel Muamar Khadafi entraram na cidade de Benghazi, no leste da Líbia, palco de combates sustentados durante a madrugada deste sábado, apesar de o governo líbio insistir que está respeitando um cessar-fogo.

 

Imagens mostradas pela TV Al-Jazira mostraram partes de Benghazi sob uma nuvem de fumaça. Um avião caça foi abatido neste sábado sobre a cidade de Benghazi, no leste da Líbia. Ainda não se sabe se o caça era dos rebeldes ou de forças do governo.

 

Rebeldes pedem ação imediata

 

O líder do rebelde Conselho Nacional da Líbia afirmou neste sábado que a comunidade internacional precisa agir rapidamente para proteger civis das forças de Muammar Gaddafi que estão bombardeando a cidade de Benghazi.

 

"Agora há um bombardeio de artilharia e mísseis em todos distritos de Benghazi", disse Mustafa Abdel Jalil à rede de TV Al Jazeera. "A comunidade internacional está atrasada em intervir para salvar civis das forças de Gaddafi".

 

"Hoje em Benghazi haverá uma catástrofe se a comunidade internacional não colocar em prática as resoluções do Conselho de Segurança da ONU", acrescentou. "Apelamos à comunidade internacional, a todo o mundo livre, para impedir essa tirania de exterminar civis."

 

Com AP, AE e Reuters

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