Cúpula do Egito pede retirada de tropas e fim de contrabando

Líderes árabes e europeus reunidos ontem no balneário de Sharm el-Sheikh, no Egito, para discutir o cessar-fogo na Faixa de Gaza pediram o fim do contrabando de armas pela fronteira do território palestino com o egípcio e a retirada imediata das tropas israelenses. "Israel deve deixar claro que, se os ataques de foguetes cessarem, o Exército israelense vai se retirar da Faixa de Gaza", afirmou o presidente da França, Nicolas Sarkozy. "Não há outra solução para alcançar a paz", avaliou Sarkozy que, ao lado do presidente egípcio, Hosni Mubarak, foi um dos organizadores do evento. Horas depois da declaração do líder francês, Israel se comprometeu a sair de Gaza o quanto antes caso o Hamas respeite a trégua.A França e o Egito tentaram ao longo das três semanas de combates mediar um acordo entre Israel e o Hamas. No final, tanto israelenses como o grupo palestino optaram por decretar cessar-fogo de maneira unilateral.Mubarak, em entrevista durante o encontro, afirmou que seu objetivo é "virar esta página triste". "Não podemos perder a esperança na paz. Apenas uma paz justa e verdadeira pode garantir a segurança da região", disse o presidente. MONITORESO presidente egípcio, porém, afirmou que não vai aceitar observadores internacionais em seu território. A relutância do Egito entra em choque com as exigências israelenses de que monitores de outros países estejam dos dois lados da fronteira entre o Egito e o território palestino.O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e a chanceler alemã, Angela Merkel, se comprometeram em ajudar no processo de paz enviando observadores e tecnologia para impedir o contrabando de armas. Ficou definido que os líderes desses e de outros países devem se reunir novamente em breve para definir como será o plano de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.Ao longo do encontro, não se discutiu qual será o futuro político da Faixa de Gaza. O território é controlado pelo Hamas desde meados de 2007.

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