Cúpula latina aprova proposta de Cuba contra o terror

O governo de Cuba conseguiu aprovar uma ampla resolução contra o terrorismo na Cúpula ibero-americana de 21 países. O texto condena o perdão concedido pelo Panamá a homens acusados de tentar matar o presidente cubano Fidel Castro. Chanceleres e importantes diplomatas de Espanha, Portugal e 19 países latino-americanos passaram a quinta-feira polindo a declaração para seus líderes, que chegam hoje à Costa Rica.A maior parte da declaração não é polêmica, e pede mais verba e ênfase na educação, além de sugerir que os credores multilaterais considerem investimento em educação como pagamento de dívida. O principal ponto saliente surgiu da insistência cubana em criticar a ex-presidente do Panamá, Mireya Moscoso, por perdoar quatro exilados cubanos acusados de planejar o assassinato de Fidel Castro durante a Cúpula ibero-americana de 2000. A crítica também se estende aos Estados Unidos, que acolheram três dos acusados.A medida foi aprovada por unanimidade, mas apenas após extensa revisão a fim de eliminar a linguagem agressiva do original, disse o chanceler costa-riquenho, Roberto Tovar. Segundo ele, o texto diz que os perdões são incompatíveis com a guerra ao terrorismo. Mesmo líderes geralmente críticos de Fidel Castro mostraram-se indignados com o perdão concedido ao ex-agente da CIA Luis Posada e seus companheiros, apenas seis dias antes do fim do mandato da presidente Moscoso.Posada é procurado também na Venezuela, acusado de explodir um avião civil em 1976, matando 73 pessoas.

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