Cúpula pede mais direitos para as afegãs

Dirigentes feministas do Afeganistão e do mundo todo prometeram nesta terça-feira colaborar para exigir mais voz e voto da mulher no governo futuro do Afeganistão, após anos de maus tratos à população feminina impostos pelo Taleban. No início de uma cúpula feminista de três dias que coincide com as conversações na Alemanha para a criação de um governo interino afegão, as ativistas das Nações Unidas e da União Européia (UE) prometeram solidariedade e disseram que a atual oportunidade era a melhor para as mulheres recuperarem os direitos perdidos nos últimos cinco anos, enquanto o Taleban esteve no poder. "Estamos aqui para demonstrar nossa solidariedade", disse Mary Robinson, alta comissária da ONU para os Direitos Humanos. "Seja qual for o governo que surja das conversações de Bonn, devemos assegurar-nos de que haja um representação plena da mulher". Embora só seja esperada uma declaração com a lista das principais demandas no final do encontro, Robinson disse esperar que a reunião peça a inclusão de mulheres no governo interino de Cabul."Sob os mujahedins (combatentes islâmicos), as mulheres experimentaram o que eu chamaria de segregação feminina", disse a comissária de Assuntos Sociais da UE, Anna Diamantopoulou, acrescentando que "sob o Taleban, elas sofreram o que poderia ser chamado de genocídio feminino".

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