Cúpula sofre com estrutura precária

Sede foi escolhida por falta de opção

Denise Chrispim Marin, O Estadao de S.Paulo

17 de abril de 2009 | 00h00

Com um territorio do tamanho do Distrito Federal brasileiro e população equivalente à de Brasília, Trinidad e Tobago foi escolhido em 2005 para ser a sede da 5ª Reunião de Cúpula das Américas por uma razão inusitada. Em meio ao colapso desse fórum, em Mar del Plata, nenhum outro país se candidatou.Mas, nos últimos dias, as delegações estrangeiras puderam sentir os atropelos causados pela organização precária de um evento dessa magnitude. O governo de Trinidad e Tobago estava ciente, desde o início, do desafio. Diante da rede hoteleira insuficiente, contratou dois navios de cruzeiro - Carnival Victoria e Caribbean Princess - para acomodar a imprensa estrangeira, representantes de organizações não governamentais e empresários. Assim mesmo, na terça-feira, diplomatas mexicanos demoraram quase duas horas para ingressar no navio onde estavam hospedados por causa de empecilhos criados pela organização.O governo deu prioridade à emissão das credenciais dos mais de 1.000 membros da delegação americana, o que levou ao colapso do sistema de informática.Em seguida, os jornalistas foram agraciados com uma bizarra orientação do governo de Trinidad e Tobago para a cobertura - não "tocar" nos chefes de Estado nem fotografá-los em situações que possam contrangê-los.EMBARAÇOPara os chefes de Estado, a partir de hoje, outros embaraços devem surgir. A organização do evento reservou apenas quatro salas no Hotel Hyatt, onde se dará a Cúpula das Américas, para os encontros bilaterais. Para utilizá-las, será aplicado o critério de quem pediu primeiro.A segurança do evento não divulga quantos funcionários estarão envolvidos. Mas Trinidad e Tobago recorreu a cada país vizinho de língua inglesa para que fornecessem pelo menos 20 soldados para ajudar na tarefa. Trinidad e Tobago é um arquipélago de 5.128 quilômetros quadrados, com 1,3 milhão de habitantes.

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