Curdos anunciam fim do cessar-fogo com Ancara

Os insurgentes curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em curdo), que lutam desde 1984 contra a Turquia por autonomia, declararam hoje o fim de uma trégua unilateral de seis meses, ao dizerem que o governo turco não respondeu aos pedidos de negociação e está tomando vantagens com a calmaria antes das eleições de junho. Um comunicado enviado pelo PKK à agência de notícias Associated Press (AP) informou que o cessar-fogo unilateral declarado pelo grupo curdo em 13 de agosto do ano passado chegou ao fim.

AE, Agência Estado

28 de fevereiro de 2011 | 15h54

No comunicado, o PKK afirma que terá o foco menos em ações militares e mais em ações de defesa. "Nossas forças se defenderão mais efetivamente em caso de ataques, mas não lançarão ataques contra quem não nos atacar, não conduzir operações e não atirar contra o povo", de acordo com o comunicado.

Mais de 40 soldados turcos foram mortos, e um número aproximado de 100 insurgentes curdos, nos combates antes da declaração do cessar-fogo unilateral em 13 de agosto. No comunicado, o PKK acusa o governo do primeiro-ministro turco, Recep Tayip Erdogan, de perseguir prefeitos curdos que foram legitimamente eleitos, de ignorar os pedidos para investigar covas coletivas onde teriam sido enterrados corpos de civis curdos assassinados, no Sudeste da Turquia, e também de não melhorar as condições de encarceramento do líder do PKK, Abdullah Ocalan. As informações são da Associated Press.

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