Curdos iraquianos vão às urnas para escolher presidente

A autônoma região do Curdistão, no norte do Iraque, realiza neste sábado eleições para escolher um novo presidente da região e renovar o Parlamento, na esperança de que a eleição promova mudanças no governo regional e ajude a reduzir a tensão com Bagdá sobre petróleo e terras. A eleição para um novo presidente e 111 membros do Parlamento colocará à prova o sistema político que vem mantendo a região autônoma em uma calma relativa, apesar de alegações de corrupção.

AE-AP, Agencia Estado

25 de julho de 2009 | 11h06

O presidente iraquiano, Jalal Talabani, foi um dos primeiros a votar e convocou seus conterrâneos a participar da eleição. "Este é um período importante e crucial, assim como um passo rumo a uma maior democracia na região e no Iraque", disse ele a jornalistas. Embora a situação da segurança tenha melhorado no Iraque, comandantes das forças norte-americanas consideram que as tensões entre curdos e árabes sobre a região rica em petróleo de Kirkuk são uma das piores ameaças à estabilidade nacional.

O presidente dos EUA, Barack Obama, tem insistido para que o governo central do Iraque seja mais flexível na distribuição do poder e permita que os governos das províncias tenham uma maior participação nas decisões. Mas a preocupação do governo em ceder autoridade demais aos curdos é de que eles poderiam tentar separar o país e tomar a riqueza petrolífera da região. As medidas de segurança foram reforçadas nas três províncias da região para a eleição deste sábado e os 2,5 milhões de eleitores têm permissão apenas para caminhar ou utilizar ônibus autorizados pelo governo para chegar aos locais de votação.

As duas coalizões políticas dominantes, a União Patriótica do Curdistão e o Partido Democrata do Curdistão, são desafiadas por novas coalizões de oposição que buscam tirar proveito das alegações de má conduta e corrupção. Os líderes das duas principais coalizões - o presidente iraquiano, Jalal Talabani, e o presidente regional curdo, Massoud Barzani - esperam que seus partidos possam sobreviver ao desafio.

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