Custo de ação dos EUA na Líbia chega a US$ 750 milhões

Segundo secretário de Defesa, gastos estão dentro da previsão dos militares americanos

Agência Estado

12 de maio de 2011 | 19h04

WASHINGTON - O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, disse que o custo da ação militar aérea na Líbia para o país já se aproxima dos US$ 750 milhões. "Ele está provavelmente em algo em torno de US$ 750 milhões", disse Gates a fuzileiros navais durante uma visita à base de Camp Lejeune, na Carolina do Norte.

 

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O Pentágono havia estimado previamente que a operação havia custado US$ 604 milhões às Forças Armadas no período entre 19 de março e 4 de abril. Autoridades também haviam previsto que os custos da operação seriam de cerca de US$ 40 milhões por mês.

 

 

Os dados citados por Gates sugerem que o custo da guerra pode estar subindo mais do que o previsto, mas o Pentágono afirmou que não é isso que acontece. "Os números não estão mais altos do que o esperado. Eles continuam dentro da previsão", disse o porta-voz do Pentágono, coronel Dave Lapan.

 

Desde o início de abril, os EUA assumiram um papel de apoio na campanha liderada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), fornecendo navios para reabastecimento de combustível e aeronaves de vigilância, mas não jatos de combate. A partir de 21 de abril, o governo americano também passou a fornecer aviões não-tripulados Predator, que participam de ataques aéreos contra o regime de Muamar Kadafi.

 

As ações contra o ditador líbio foram autorizadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para defender os rebeldes dos ataques do governo. O coronel enfrenta uma revolução para derrubá-lo há mais de três meses, além da pressão internacional para deixar o poder, que ocupa há quase 42 anos. As informações são da Dow Jones.

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