Michele Spatari / AFP
Michele Spatari / AFP

Cyril Ramaphosa toma posse como presidente da África do Sul

Depois de assumir a presidência em fevereiro de 2018 após a renúncia de Jacob Zuma, ele terá agora seu primeiro mandato completo de cinco anos

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2019 | 12h30

JOHANESBURGO - Cyril Ramaphosa tomou posse neste sábado, 25, para seguir na presidência da África do Sul durante os próximos cinco anos, em uma grande cerimônia realizada em Pretória, que coincidiu com a celebração do Dia da África e na qual o chefe de Estado prometeu fazer o país crescer e acabar com a corrupção.

"Me sinto honrado pela confiança que vocês colocaram em mim. Tenho consciência dos desafios que nosso país enfrenta, mas também reconheço que nosso povo está cheio de esperança por um futuro melhor", afirmou Ramaphosa, que na quarta-feira foi reeleito oficialmente pelo Parlamento para liderar o governo.

Sua permanência no cargo foi possível graças à vitória do Congresso Nacional Africano (CNA), o antigo movimento de luta contra o Apartheid de Nelson Mandela, nas eleições gerais do dia 8 de maio. O partido, no entanto, obteve os piores resultados em 25 anos de democracia (57,5%), castigado pela corrupção e pelos graves problemas socioeconômicos do país.

A cerimônia, que contou com exibições aéreas, desfiles militares e cânticos, aconteceu no Estádio Loftus Versfeld em Pretória, para um público estimado em 32 mil pessoas pelo governo.

Entre os convidados estavam vários chefes de Estado da região, como os presidentes da Namíbia, do Zimbábue, da Tanzânia e da República Democrática do Congo.


Também compareceram à cerimônia o presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, e diversos representantes enviados de todo o mundo, como o primeiro vice-presidente de Cuba, Salvador Valdés Mesa.

Ramaphosa, que tinha assumido a presidência em fevereiro de 2018 após a renúncia de Jacob Zuma, terá agora o seu primeiro mandato completo de cinco anos.

Zuma, um dos grandes ausentes da cerimônia de hoje, foi forçado a renunciar pelo próprio CNA devido a graves escândalos de corrupção e por sua má gestão.

Além de representantes estrangeiros, estiveram na cerimônia o último chefe de Estado africâner e ganhador do Nobel da Paz junto com Mandela, Frederik Willem de Klerk, e outros ex-presidentes do país, assim como a terceira mulher de Mandela, a moçambicana Graça Machel.

Entre as principais tarefas de Ramaphosa para este mandato estão promover o crescimento econômico e atenuar o desemprego, que está em 27%, e a pobreza, o que torna a África do Sul uma das nações mais desiguais do mundo.

A luta contra a corrupção que corrói o funcionamento de grande parte das instituições públicas e a polêmica, mas necessária, reforma agrária, já que as terras do país ainda estão majoritariamente em mãos brancas, também prometem ser protagonistas. / EFE

 

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