Da trincheira ao diálogo

O conflito de 1973 entre egípcios e sírios, de um lado, e israelenses, de outro, desenrolou-se sobre o pano de fundo da Guerra Fria. Em pouco tempo, a geopolítica do Oriente Médio seria radicalmente transformada.

O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2012 | 03h07

Logo após a guerra, o Egito - país mais populoso do mundo árabe - deixou de lado sua aliança histórica com a URSS para entrar na esfera de influência dos EUA. A transição foi articulada pelo então secretário de Estado de Washington, Henry Kissinger, e suas consequências eram inimagináveis à época.

Distante de Moscou, o presidente egípcio Anwar Sadat ensaiou uma aproximação com Israel, forte aliado dos EUA. O Egito saíra desmoralizado da Guerra de 1967, mas, em 1973, conseguiu abalar o moral dos israelenses, embora não tenha reconquistado seus territórios sob ocupação. Em 1977 - quatro anos após lançar o ataque-surpresa a Israel -, Sadat desembarcou em Tel-Aviv e discursou na Knesset, o Parlamento israelense, em Jerusalém. Dois anos depois, os inimigos históricos selaram os Acordos de Camp David.

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