Dado do desemprego pode prejudicar Bush no debate

A baixa oferta de vagas no mercado de trabalho dos Estados Unidos, divulgada hoje, deve prejudicar o presidente dos EUA, George W. Bush, no debate à noite com o democrata, John Kerry. O número de novas vagas em setembro cresceu em 96 mil, segundo o Departamento do Trabalho dos EUA. A estimativa média era de uma elevação de até 145 mil. A taxa de desemprego manteve-se em 5,4%, conforme o previsto. O secretário do Tesouro, John Snow, disse em entrevista a Bloomberg que a administração Bush "não está satisfeita" com os números. Ele atribuiu o baixo crescimento nas vagas aos furacões que atingiram a Florida e previu, no entanto, que um crescimento previsto de 4% da economia no segundo semestre implicará criação de muitos empregos daqui em diante. Para o senador republicano por Utah, Bob Bennett, um defensor de Bush, "em termos políticos, certamente, o dado não foi bom para o presidente". A comissária do escritório de estatísticas do Departamento do Trabalho, Katheleen Utgoff, disse que a capacidade da pesquisa de detectar o efeito dos furacões é limitada. "De modo geral, não acreditamos que o resultado líquido de tais fatores mudou efetivamente a situação do mercado de trabalho dos EUA durante setembro, não podemos quantificar precisamente o efeito das adversidades climáticas", afirmou.

Agencia Estado,

08 Outubro 2004 | 12h49

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