Dados sobre emprego afetam campanha de Obama

O presidente Barack Obama recebeu notícias econômicas mescladas nesta sexta-feira, com maior criação de empregos no mês passado mas também aumento do desemprego. Na quinta-feira, Mitt Romney, o adversário de Obama na campanha presidencial, prometeu que seu programa econômico criará 12 milhões de vagas nos próximos quatro anos.

AE, Agência Estado

03 de agosto de 2012 | 12h00

Os dados mostram que empregadores privados adicionaram 163 mil postos de trabalho em julho, o melhor ritmo de contratações em cinco meses. O número de desempregados, entretanto, saiu de 8,2% em junho para 8,3% neste mês.

Romney aproveitou a oportunidade para criticar o presidente, chamando os números de "um golpe de martelo" nas famílias de classe média. Ele disse que os americanas merecem mais do que uma taxa de desemprego que está maior do que 8% há mais de três anos e que Obama "não tem um plano" para estimular o crescimento.

Espera-se que Obama comente os dados ainda nesta sexta-feira, durante evento na Casa Branca sobre os cortes de impostos para a classe média. Romney está em campanha por Nevada, o Estado com a maior taxa de desemprego dos EUA, e depois segue para eventos de arrecadação de fundos em Idaho.

O presidente continuará dizendo para os eleitores que aos poucos a economia está recuperando-se, e que estaria em melhores condições se os republicanos não barrassem suas propostas no Congresso. Mas a recente trajetória da economia não dá razões para a Casa Branca celebrar.

O crescimento do PIB foi de apáticos 1,5% de abril a junho, ainda menor que os 2% registrados no três primeiros meses do ano. A desaceleração fez o otimismo do início de 2012 recuar, quando a criação de empregos foi de, em média, 225 mil por mês. As informações são da Associated Press.

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