Dalai-lama atrai 50 mil a estádio de Seattle

Líder tibetano exilado não faz comentários sobre protestos contra dominação chinesa na região

LAURA MYERS, REUTERS

13 de abril de 2008 | 09h24

Dezenas de milhares de pessoas lotaram um estádio de Seattle no sábado, 12, para ouvir o dalai-lama, líder espiritual exilado do Tibete, que pede não violência para fazer do século 21 um "século de diálogo". Ao som de tambores, chefes indígenas vestindo roupas de pena dançaram e os organizadores afirmaram que cerca de 51 mil pessoas - muitas com a família - ouviram o líder tibetano falar sobre compaixão. Sentado em uma cadeira vermelha sob um palco no campo do estádio, o líder não fez referência às recentes turbulências no Tibete nem às sugestões de que os líderes mundiais deveriam boicotar a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim neste ano. Na sexta-feira, ele afirmou que não apoia um boicote da Olimpíada e rejeitou as acusações chinesas de que orquestrou os violentos tumultos no Tibete no mês passado, em uma campanha por independência. No sábado, a agência oficial Xinhua informou a prisão de nove monges budistas suspeitos por um ataque a bomba contra um prédio do governo chinês no Tibete.   Uma procissão cultural de mil pessoas, que vestiam roupas chinesas, japonesas, entre outras, iniciou as festividades do evento da série Sementes da Compaixão. Em seu discurso de 45 minutos, o dalai-lama pediu a eliminação de armas nucleares e falou sobre o papel das mulheres na disseminação da compaixão. Ele também discutiu a necessidade da não violência.

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