Dalai-lama desiste de negociar autonomia com a China

Trezentos representantes da comunidade tibetana no exílio se reunirão em novembro para definir mudanças na política em relação à China, depois de o dalai-lama declarar ter perdido a esperança de obter avanços nas negociações com Pequim para obter mais autonomia da região."Eu tenho sinceramente perseguido uma posição moderada na discussão com a China por um longo período, mas não há nenhuma resposta positiva do lado chinês", afirmou o líder espiritual dos tibetanos no fim de semana em Dharamsala, na Índia, onde vive exilado. "De minha parte, eu desisto."O porta-voz do dalai-lama, Tenzin Taklha, disse à Agência France Presse que o líder religioso perdeu a esperança de encontrar uma solução que leve a um maior grau de independência do Tibete com os atuais ocupantes do comando na China. "Sua Santidade avalia que há outras opções que devem ser consideradas, e isso será analisado no encontro de novembro", acrescentou Taklha.O "caminho do meio" praticado até agora pelo dalai-lama defendia um maior grau de autonomia do Tibete, mas aceitava a manutenção da região sob domínio da China. Algumas correntes de exilados tibetanos, principalmente ligadas aos mais jovens, pressionam pela adoção de uma posição mais radical, que proponha a total independência do Tibete em relação a Pequim.Segundo Taklha, o único aspecto não negociável na reunião de novembro é o caráter pacífico e não-violento do movimento. "Todo o mundo concorda com isso." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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