Dalai lama diz que a luta dos tibetanos 'não pode ser ignorada'

Ele disse temer mais repressões no Tibete, e pediu aos manifestantes que foquem protestos não-violentos

Efe

06 de abril de 2008 | 17h18

O dalai-lama declarou neste domingo, 5, na Índia, que os protestos contra a China no Tibete provaram que a causa dos tibetanos "já não pode ser ignorada" pelo mundo. "Estes protestos fizeram o mundo ver que a questão do Tibete não pode ser ignorada", disseo líder espiritual em um comunicado emitido na cidade de Dharamsala, onde está exilado desde sua fuga da China, em 1959. O dalai-lama disse temer mais repressões no Tibete, mas, ao mesmo tempo, pediu aos manifestantes que se concentrem em protestos e práticas "não violentas", sob qualquer circunstância. As autoridades chinesas "me acusaram de instigar os fatos ocorridos no Tibete. Isso é completamente incerto e realizei repetidas chamadas para que um corpo internacional realize uma investigação sobre o assunto", disse o dalai-lama. Segundo o líder tibetano, esse pedido de investigação não significa que ele não apóie os Jogos Olímpicos, já que a luta dos tibetanos tem a ver "com alguns líderes chineses", e "não com o povo chinês." O Governo do Tibete no exílio, que não é reconhecido por nenhum país, declarou hoje Dia Mundial da Oração, o qual foi respeitado em muitas cidades indianas com comunidades de tibetanos.

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