Dalai lama diz que milhares morreram durante ação no Tibete

Nos últimos 50 anos 'o povo tibetano na China experimentou um sofrimento e uma destruição indescritíveis'

Efe,

10 de março de 2009 | 03h52

O dalai lama denunciou nesta terça-feira, 10, que a ocupação chinesa do Tibete representou a morte de "centenas de milhares de tibetanos", em discurso em Dharamsala, no norte da Índia, no momento em que se completa meio século da rebelião na região. Em meio a tensão no Tibete, China reforça segurança Especial: entenda a disputa pela soberania do Tibete Taiwan aceita estabelecer contato militar com a China  No discurso, divulgado em seu site, o líder político e espiritual dos tibetanos repassa a história recente do Tibete e assegura que sua população "experimentou o inferno na Terra", desde que a China reprimiu a revolta de 1959 e ocupou o território. O dalai lama assegurou que após a ocupação, o governo chinês realizou "uma série de campanhas violentas e repressivas" que incluíram a imposição da lei marcial e, mais recentemente, programas de "reeducação" que causaram um "profundo sofrimento" na população tibetana. Segundo ele, nos últimos 50 anos o povo tibetano na China experimentou "um sofrimento e uma destruição indescritíveis", o que persiste sob forma de "medo constante" até hoje. "Estou decepcionado com o fato de as autoridades chinesas não terem respondido de forma apropriada aos esforços sinceros para implantar os princípios de uma autonomia regional nacional para todos os tibetanos", comentou. Com essas palavras, o dalai lama se referiu de forma indireta ao memorando para uma "autonomia genuína" no Tibete que seus enviados apresentaram ao governo chinês na primavera passada. "Não tenho dúvida de que a justiça da causa tibetana prevalecerá se continuarmos o caminho da verdade e da não violência", disse o líder. Segundo o dalai lama, a maioria dos tibetanos defende a proposta que prevê uma maior autonomia dentro do território da República Popular China. A fracassada insurreição tibetana de 1959 custou a ida do dalai lama a Dharamsala, localidade indiana situada aos pés do Himalaia que também acolhe o governo tibetano no exílio.

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