Dalai Lama é responsável pelos distúrbios, acusa China

Wen Jiabao disse que as acusações de 'genocídio cultural não passam de mentiras'

Efe,

18 de março de 2008 | 01h47

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, acusou nesta terça-feira, 18, o Dalai Lama e seu entorno de ter organizado as revoltas da semana passada em Lhasa, a capital do Tibete, e os chamou de "hipócritas" por defender o diálogo pacífico e ao mesmo tempo "estimular atos violentos".  Jiabao declarou ainda que a porta para o diálogo com o líder religioso e espiritual tibetano "continua muito aberta", mas desde que ele reconheça que o Tibete e Taiwan são parte da China.   Veja também: Entenda os protestos no Tibete China confirma 16 mortes em protestos no Tibete China bloqueia acesso a YouTube e Guardian China procura agitadores 'casa por casa' Dalai Lama denuncia 'genocídio cultural'    Na única entrevista coletiva que concede no ano, ao final da sessão da Assembléia Nacional Popular (Legislativo), o primeiro-ministro assegurou que as acusações de "genocídio cultural", que o Dalai Lama lançou após a repressão da revolta, "não passam de mentiras".   Wen, em um tom mais severo do que o habitual, assegurou que a região do Tibete, desde sua "pacífica libertação" (em 1950) e especialmente desde as reformas econômicas, avançou e se desenvolveu.   O premiê destacou que a China "continuará apoiando o desenvolvimento e o progresso do Tibete, e a melhora das pessoas de todas as etnias", assegurando que "nada ofuscará a posição chinesa".   Segundo Pequim, 16 "civis inocentes" morreram nos distúrbios do dia 14 de março, nos quais independentistas atacaram lojas e casas e foram reprimidos pela Polícia. Os tibetanos no exílio dizem que mais de 100 pessoas morreram nos protestos.   Terminou na madrugada desta terça-feira o ultimato dado pelas autoridades aos instigadores das revoltas para que se entregassem, por isso agora a Polícia procura "casa por casa" os rebeldes, segundo informaram grupos críticos a Pequim no exterior.

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