Dalai-lama está pronto para retomar diálogo com a China

O escritório do dalai-lama afirmou hoje que o líder tibetano está pronto para retomar o diálogo com a China. A declaração ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sugerir novas conversações entre as partes, durante a visita dele a Pequim. "Nós estamos sempre querendo ter conversas com a China e esperamos que os dois lados - os chineses, bem como os tibetanos - sejam verdadeiros em suas intenções", afirmou Chime Chhoekyapa, porta-voz do dalai-lama.

AE, Agencia Estado

17 Novembro 2009 | 11h48

O funcionário notou que grupos tibetanos mais radicais são contrários ao diálogo, mas disse que o dalai-lama está comprometido com as conversações, em busca de "autonomia significativa" para o Tibete. Em Pequim, Obama disse que os Estados Unidos reconhecem o Tibete como parte da China e afirmou que Washington "apoia a rápida retomada do diálogo" entre os enviados do dalai-lama e Pequim.

Após a pressão estrangeira, dois enviados do monge budista se encontraram com funcionários chineses em julho do ano passado para a sétima rodada de negociações, em um processo iniciado em 2002. Em março deste ano, o regime chinês se declarou aberto a novas discussões sobre o Tibete com o dalai-lama, porém repetiu suas exigências para que ele renuncie a atividades "separatistas", o que o líder espiritual já nega fazer.

"Sua Santidade o dalai-lama já disse que não está buscando a separação ou a independência", disse o porta-voz, falando por telefone de Dharmsala, no norte da Índia. O dalai-lama vive na Índia desde que fugiu do Tibete, após uma fracassada insurgência, em 1959, contra o domínio chinês. Nove anos antes, tropas chinesas haviam invadido a região.

Obama disse que falou sobre o Tibete durante um encontro com o presidente chinês, Hu Jintao. O norte-americano é criticado por alguns por não se encontrar com o dalai-lama, para não enfurecer Pequim, antes de sua primeira visita oficial à China. Funcionários da Casa Branca disseram, após a visita do presidente ao país asiático, que o encontro deve ocorrer em uma "hora apropriada".

As informações são da Dow Jones.

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