Mario Anzuoni/Reuters
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Dalai-lama não culpa Obama por reunião discreta

Líder religioso afirma não estar decepcionado e diz que 'o importante é conversar cara a cara'

Associated Press,

21 de fevereiro de 2010 | 10h16

Dois dias após ter-se reunido com o presidente Barack Obama, o dalai-lama disse que não se sentiu ofendido pela recepção discreta que o mandatário o dispensou e acrescentou que compreende que o presidente deve ser prático, apesar de seu compromisso com a defesa dos direitos humanos em todo o mundo.

 

O líder espiritual tibetano disse a AP que reconhece que Obama deve buscar o equilíbrio entre seu desejo de apoiar sua luta por uma maior autonomia do Tibete e suas preocupações com um possível desgosto da China, um crescente rival econômico dos Estados Unidos e inevitável parceiro comercial.

 

"Não há decepção. Nas últimas seis décadas meu coração foi fortalecido. Não considero importantes os gestos políticos, não me importam. O importante é conversar cara a cara", disse o religioso.

 

"Com o (ex) presidente (Bill) Clinton, o primeiro encontro foi uma espécie de 'visita de médico'", afirmou. "As pessoas me fizeram a mesa pergunta (agora). Não me importa".

 

O líder exilado na Índia fez as declarações durante uma visita a Los Angeles, para apoiar a organização Whole Child International, que defende a atenção aos órfãos em todo o mundo.

 

Obama recebeu o dalai-lama na quinta-feira em Washington, mas o encontro discreto não foi fotografado em uma tentativa de não agravar as tensões com a China.

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