Dalai-lama pede que China liberte vencedor do Nobel

O dalai-lama, líder espiritual tibetano, pediu à China que liberte o dissidente preso Liu Xiaobo, anunciado hoje como vencedor do Prêmio Nobel da Paz. O dalai-lama afirmou que, com o prêmio, a comunidade internacional reconhece as vozes dentro da China clamando por uma reforma política. O líder espiritual, que vive exilado na Índia, pediu também ao governo chinês que liberte outros "encarcerados por exercer sua liberdade de expressão".

AE-AP, Agência Estado

08 de outubro de 2010 | 09h17

Liu cumpre, desde o ano passado, uma condenação de 11 anos por subversão, após ter assinado junto com outros ativistas um documento pedindo maiores liberdades no país. Esta foi a primeira vez que um dissidente chinês ganhou o prêmio desde que a liderança comunista do país lançou reformas econômicas, mas não políticas, há três décadas. O dalai-lama recebeu o Nobel da Paz em 1989. A China considera o dalai-lama um traidor, acusando-o de tramar a separação do Tibete do restante da China, o que o líder religioso nega.

Após o anúncio do prêmio nesta sexta-feira, o governo da China afirmou que o comitê norueguês "violou e blasfemou" ao conceder o Prêmio Nobel da Paz para Liu Xiaobo. O governo advertiu também que os laços entre Noruega e China serão afetados por essa escolha. Com informações da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.