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Dalai Lama provoca ira da China ao apoiar minoria uigur

O líder espiritual tibetano Dalai Lama expressou nesta quarta-feira seu apoio a uma minoria étnica na agitada província chinesa de Xinjiang, arriscando piorar ainda mais suas tensas relações com Pequim. Em discurso para comemorar os 51 anos desde que deixou o Tibete após um frustrado levante contra o domínio chinês, o Dalai Lama se referiu a Xinjiang como "Turquistão Oriental", o nome dado à região por exilados pró-independência. A região é habitada pela minoria étnica uigur, composta por muçulmanos que falam turco. "Recordemos também as pessoas do Turquistão Oriental que têm experimentado grandes dificuldades e uma crescente opressão", disse o Dalai Lama a cerca de 3.000 tibetanos em Dharamsala, a cidade na região montanhosa no norte da Índia, onde o prêmio Nobel da Paz vive há cinco décadas. "Gostaria de expressar minha solidariedade e manter-me firme com eles", declarou o líder espiritual. Autoridades chinesas em Xinjiang mantêm uma campanha linha-dura contra o que a China considera atividade separatista violenta dos uigures. No ano passado, a violência étnica nessa região entre uigures e a maioria chinesa han deixou ao menos 200 mortos. Os comentários do Dalai Lama irritaram autoridades chinesas, que o chamam de separatista e o acusam de incitar a violência. O líder espiritual nega ambas acusações e diz que busca apenas a autonomia genuína da remota região do Tibete. Um comentário na agência oficial de notícias Xinhua qualificou o discurso de "ressentido, mas não surpreendente" e disse estar cheio de "retórica inflamada". "Apesar de suas alegações de não separar a China, o pedido do Dalai Lama de 'autonomia genuína' em um quarto do território chinês não é aceitável para o governo central", afirmou a agência Xinhua, referindo-se ao Tibete. Em Dharamsala, milhares de tibetanos exilados, entre eles monges, religiosos e vários ocidentais, comemoraram o dia com uma marcha, levantando bandeiras tibetanas e mensagens contra a China. (Reportagem adicional de Gopal Sharma em Kathmandu e Ben Blanchard em Pequim)

ABHISHEK MADHUKAR, REUTERS

10 de março de 2010 | 15h42

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