Dalai-lama se diz ansioso para encontrar Carla Bruni

Líder espiritual do Tibete usa humor para rebater críticas da China sobre encontro com Nicolas Sarkozy

Agências internacionais,

04 de dezembro de 2008 | 15h25

O dalai-lama, líder espiritual do Tibete, usou o humor para rebater a fúria da China sobre o encontro que terá em breve com o presidente da França, Nicolas Sarkozy. Nesta quinta-feira, 4, o dalai-lama disse no Parlamento Europeu, com uma risada, que ele procura se encontrar com a "atraente esposa" de Sarkozy, a ex-modelo Carla Bruni. Ele pediu também à União Européia que "não economize esforços" para persuadir as autoridades chinesas da necessidade de resolver através da negociação a situação do Tibete.   Veja também: Reunião de Sarkozy com dalai-lama afetará comércio, diz China Tibetanos decidem apoiar tática do líder espiritual dalai-lama   Pequim já cancelou uma cúpula entre a China e a União Européia em protesto ao encontro do dalai-lama e Sarkozy. A reunião entre o presidente francês e o líder espiritual já é motivo de preocupação na Europa, de que os laços comerciais com a China sejam prejudicados. A China se opõe de maneira veemente que líderes estrangeiros encontrem o dalai-lama, e considera o Tibete parte do seu território.   "Solicitamos às autoridades chinesas algo que já se menciona em sua constituição, os direitos das minorias", afirmou o prêmio Nobel da Paz de 1989, frisando que o Tibete quer fazer parte da China por seu "próprio interesse". "O Tibete era materialmente atrasado e os tibetanos querem modernizar o Tibete e nos interessa estar dentro desse grande nação que é a República Popular da China", disse o dalai-lama.   Ele insistiu em que os tibetanos "não estão contra o governo chinês" e afirmou que o enfoque não violento "é o mais pragmático". A presença do líder espiritual do Tibete em Bruxelas se insere dentro da viagem que faz pela Europa, que já o levou à República Checa - que assumirá a Presidência rotativa da UE a partir de janeiro - e que terá sua próxima etapa na Polônia, sendo duramente criticada pela China.   Em discurso no plenário do Parlamento Europeu, o líder tibetano ressaltou a necessidade de manter um "diálogo estreito" com o governo chinês para, como amigos, ajudá-lo a reconhecer "seus defeitos". Além disso, insistiu em que seu movimento não procura a secessão da China, mas tenta "construir uma sociedade harmônica". O regime de Pequim considera o dalai-lama um separatista que busca acabar com o domínio chinês sobre a região do Himalaia.

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