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Damas de Branco criam 'agenda de protestos' em Cuba

A estratégia das Damas de Branco para continuar a pressionar o governo cubano a libertar seus maridos, filhos e irmãos será prosseguir com protestos todo dia 18 do mês para lembrar os presos políticos da ilha, segundo a sua líder, Laura Pollán. Foi nesse dia de março de 2003 que Havana prendeu 75 dissidentes sob a acusação de receber recursos dos Estados Unidos para criar agitação política. Ontem elas encerraram sete dias de marchas para marcar os sete anos da onda de prisões.

AE, Agencia Estado

22 de março de 2010 | 07h31

De acordo com Laura, as mulheres que moram em Havana também irão todos os domingos à missa na Igreja de Santa Rita e voltarão caminhando pelas ruas da cidade vestidas de branco, para não deixar que o seu drama seja esquecido. "Com toda essa comoção internacional, acredito que a libertação deles nunca esteve tão próxima", disse Laura, mulher do dissidente Héctor Masedo, condenado à prisão perpétua. "Trataremos de lembrá-los com frequência até que isso esteja solucionado."

O movimento também tem apoio do exílio cubano na Europa e nos EUA, de quem recebe alguns recursos. São cerca de US$ 50 mensais para algumas integrantes que não têm como se manter, afirmou Laura. O governo cubano diz que essa é a prova de que as Damas de Branco são financiadas por contrarrevolucionários que querem desestabilizar o regime. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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