Damasco quer missão com inspetores do Brasil

GENEBRA - O governo da Síria negocia a participação de brasileiros entre os inspetores enviados pela ONU para verificar se o regime de Bashar Assad cumprirá o acordo entre Rússia e EUA que prevê a destruição de armas químicas sírias. Em declarações exclusivas feitas ao Estado, o embaixador da Síria na ONU, Faysal Hamoui, confirmou que o governo está "aberto" para a chegada de inspetores brasileiros.

Jamil Chade, Correspondente - O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2013 | 02h12

"Defendemos que esses inspetores sejam independentes e sabemos que o Brasil adota uma posição de não se deixar influenciar por outros governos", disse Hamoui. "Estamos abertos para que venham brasileiros."

A possibilidade de convocar inspetores brasileiros não está excluída dos planos europeus. O governo russo revelou ao Estado que não espera apenas "apoio material" do Brasil. O projeto de colocar as armas sob o controle internacional foi entregue a Brasília dias antes do encontro entre americanos e russos, em Genebra.

"Com nossos amigos do Brics, pudemos avançar essas ideias e só temos que agradecer", declarou o chanceler russo, Sergei Lavrov.

Ontem, o governo brasileiro condenou o uso de armas químicas e defendeu uma saída política para a crise com um processo "inclusivo" e "liderado pelos sírios". Ou seja, com a participação do governo.

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