Darfur: diplomata pede que Sudão aprove forças da ONU

O encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos em Cartum, Cameron Hume, pediu hoje ao Governo sudanês que aceite o envio de tropas de pacificação da ONU à conflituosa região de Darfur, situada no oeste do país.O diplomata, em declarações à imprensa, alertou o Governo de Omar Hassan Al Bachir sobre "graves conseqüências" se continuar rejeitando o envio de capacetes azuis à região de Darfur."A entrada de tropas da ONU será decidida pela comunidade internacional em vista da situação desesperada que a região vive", assegurou Hume, em uma aparente referência à possibilidade de a ONU ignorar a rejeição do Governo de Cartum frente a tal desdobramento.No último dia 16, o Conselho de Segurança da ONU emitiu uma resolução na qual dava ao Sudão um prazo de cinco dias para aceitar a entrada de especialistas que teriam a incumbência de preparar o terreno para um futuro envio de tropas a Darfur.SubstituiçãoA ONU pretende enviar tropas de pacificação à área para substituir os 7 mil soldados da União Africana, a que o Governo sudanês se opôs em reiteradas ocasiões.O conflito sudanês explodiu em fevereiro de 2003, quando o Movimento Sudanês de Libertação e o Movimento Justiça e Igualdade pegaram em armas para protestar contra a pobreza e marginalização da área, fronteiriça com o Chade, e pelo controle dos recursos naturais.Cerca de 200 mil pessoas morreram desde então e outros 2 milhões de cidadãos se viram forçados a abandonar seus lares e a alojar-se em campos de refugiados no Sudão e no Chade, no que, segundo a ONU, constitui um dos piores desastres humanitários deste século.

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