Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Darfur é o retrato da velha África

Conflitos étnicos como o do Sudão ampliam mazelas do continente

Darfur, Sudão, O Estadao de S.Paulo

17 de dezembro de 2007 | 00h00

O conflito étnico-religioso é a origem de várias guerras que atingem a África. Atualmente, o mais sangrento ocorre no oeste do Sudão, na região de Darfur. O confronto - que hoje se transformou em genocídio - começou em 2003, quando moradores da região, muçulmanos negros, se rebelaram contra o governo, alegando que Cartum os estava negligenciando ao favorecer muçulmanos árabes.O governo decidiu então apoiar milícias árabes tribais para combater os rebeldes de Darfur. Conhecidos como janjaweeds, os milicianos passaram a pilhar e incendiar vilas, seqüestrar, estuprar e matar milhares de civis. Cartum então negou que tivesse contratado os grupos armados árabes. O que se viu foi o desenrolar de uma das piores crises humanitárias da atualidade. Os massacres já deixaram mais de 200 mil mortos e obrigaram mais de 2 milhões a abandonar suas casas. Os refugiados de Darfur foram obrigados a vagar pelo deserto - do tamanho da França - e a cruzar as fronteiras do país, principalmente em direção ao Chade e à República Centro-Africana, espalhando o conflito por toda a região. O governo sudanês é acusado de promover uma limpeza étnica ao obrigar milhões a se refugiar. Uma após a outra, as tentativas de promover um acordo de paz na região fracassaram, apesar de toda a pressão internacional. Com 7 mil soldados, a força de paz da União Africana está longe de conter o conflito. Na Somália, o governo interino luta, desde 2006, contra insurgentes islâmicos. As batalhas já obrigaram mais de 1 milhão de somalis a fugir, transformando a capital Mogadíscio numa cidade fantasma. Na Nigéria, conflitos entre muçulmanos do norte e cristãos do sul impulsionam a violência que prejudica o crescimento do país, apesar de estar ali a maior reserva de petróleo da África.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.