Darfur é prioridade para o novo secretário-geral da ONU

A crise vivida pela região sudanesa de Darfur é uma das prioridades do novo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que no final de mês viajará para a Etiópia para analisar o assunto na cúpula da União Africana.Para esta quarta-feira, seu segundo dia como secretário-geral, Ban convocouuma reunião com o enviado especial da ONU à região sudanesa, o ex-presidente da Assembléia Geral e antigo ministro de Exteriores sueco, Jan Eliasson. Desde que foi nomeado, no mês passado, Eliasson intensificou seus esforços diplomáticos para conscientizar os governos da região da necessidade de resolver esta grave crise, que custou a vida de mais de 200 mil pessoas, e forçou o deslocamento de 2 milhões de sudaneses desde 2003.A ONU calcula que, atualmente, cerca de 4 milhões de pessoas dependem da ajuda humanitária para subsistir.Ban reconheceu nesta terça-feira, em seu primeiro comparecimento perante aimprensa como secretário-geral, que se reunirá, durante a cúpula da União Africana (UA), com o presidente sudanês, Omar al-Bashir, e outros líderes da região. "Darei a máxima atenção a este assunto, envolvendo-me pessoalmente no processo diplomático. Espero que sejamos capazes de resolver este assunto tão sério de modo pacífico, e o mais rápido possível", disse hoje Ban Ki-moon à imprensa.Na semana passada, o ex-secretário-geral Kofi Annan disse que o presidente sudanês havia aceitado discutir o fim de hostilidades, a retomada do diálogo, e o envio de uma força conjunta da União Africana e da ONU à Darfur. A atual missão postada pela União Africana em Darfur, conhecidacomo Amis, conta com 7 mil efetivos, e a idéia é que seja ampliada, para se tornar a base da futura força mista UA-ONU.As perspectivas da ONU são de que a força de paz seja composta por 17.300 efetivos militares, e 3.300 policiais civis, todos eles africanos, cujo comando e logística ficarão a cargo da ONU.

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