Darfur se diz pronto para trégua com Sudão

O Movimento Justiça e Igualdade, mais poderoso grupo rebelde em atividade na região sudanesa de Darfur, anunciou neste sábado que assinará uma trégua com Cartum. Ahmed Hussein, porta-voz da organização rebelde, disse durante entrevista por telefone que a assinatura do acordo ocorreria ainda hoje em Ndjamena, capital do Chade.

AE, Agencia Estado

20 de fevereiro de 2010 | 14h08

Ainda de acordo com ele, um acordo mais abrangente sobre questões de segurança e refugiados seria assinado dentro de três dias no Qatar, país que vem mediando as negociação entre o governo do Sudão e a agremiação rebelde.

A relutância do Movimento Justiça e Igualdade em aderir ao cessar-fogo vinha sendo considerada o principal empecilho aos esforços para encerrar o conflito.

De acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 300.000 pessoas morreram e cerca de 2,7 milhões foram obrigadas a fugir em sete anos de conflito em Darfur. O governo do Sudão desqualifica as estimativas como exageradas.

A violência começou quando integrantes de tribos africanas da região pegaram em armas e rebelaram-se contra o governo sudanês. As tribos africanas queixam-se de décadas de negligência e discriminação. O governo iniciou então uma campanha de contrainsurgência durante a qual uma milícia árabe pró-Cartum cometeu atrocidades contra a comunidade africana.

Debate-se há anos se o conflito entre o governo sudanês, dominado por árabes, e os rebeldes de etnias africanas em Darfur pode ou não ser qualificado como genocídio. Barack Obama e seu antecessor, George W. Bush, referem-se à situação como tal, mas a Organização das Nações Unidas (ONU), não.

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