DAVOS-Muçulmanos e Ocidente sentem-se mais divididos--pesquisa

A maioria dos muçulmanos e doshabitantes de países ocidentais vê um agravamento das divisõesentre eles, e cada lado acha que o outro desrespeita suacultura, segundo pesquisa divulgada na segunda-feira em Davos,em um relatório do Fórum Econômico Mundial sobre as relaçõesentre muçulmanos e o Ocidente. Klaus Schwab, presidente do Fórum, disse que os números doinstituto Gallup refletem "um nível alarmantemente baixo deotimismo a respeito do diálogo entre o islã e o Ocidente". As opiniões são especialmente negativas nos Estados Unidos,em Israel e nos territórios palestinos. Os principais fatorespara isso são a guerra do Iraque e o conflito entre israelensese palestinos. Em todos os países pesquisados, exceto dois, uma maioriaacredita que a interação entre o Ocidente e as comunidadesislâmicas está piorando, de acordo com Schwab. A pesquisa foifeita em 21 países, ouvindo cerca de 1.000 pessoas em cada umdeles. Nos países islâmicos, dois terços acham que os muçulmanosrespeitam o Ocidente, mas quase o mesmo número considera que arecíproca não é verdadeira. Muitos ocidentais acreditam que asduas partes se desrespeitam mutuamente. Em todos os países, porém, a maioria não acha que umconflito militar será inevitável. Os iranianos, cujo governo já sofreu sanções da Organizaçãodas Nações Unidas (ONU) devido ao seu programa nuclear, sesentem menos desrespeitados pelo Ocidente do que os turcos, quepleiteiam vaga na União Européia (UE). O relatório diz que Arábia Saudita, Paquistão e Irã sãopaíses habitualmente retratados na mídia como parte de um"conflito de civilizações", mas que neles apenas uma minoria vêtal conflito entre mundo islâmico e Ocidente. Nesses países, segundo o estudo, França e Alemanha, entreoutros, recebem uma avaliação mais positiva que os EUA. Segundo Schwab, esse relatório é o primeiro de uma sérieanual destinada a monitorar o diálogo entre Ocidente e islã eavaliar o comportamento de governos, empresas, figurasreligiosas e mídia no sentido de melhorar as relações. A pesquisa concluiu que os europeus, preocupados com aimigração, ficam alarmados com a perspectiva de uma maiorinteração com o mundo islâmico. Por outro lado, a maioria dos entrevistados nos EUA, emIsrael e nos países islâmicos acha que uma maior interaçãoseria positiva.

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