De condenado a candidato presidencial

Herói do golpe que derrubou Alfredo Stroessner em 3 de fevereiro de 1989, o candidato presidencial Lino Oviedo foi uma das figuras mais controvertidas do cenário político paraguaio: condenado, exilado e reabilitado, nos últimos anos liderou o terceiro partido do Paraguai.

O Estado de S.Paulo

04 de fevereiro de 2013 | 02h04

Nascido em setembro de 1943, Oviedo se formou como militar na Alemanha e era coronel quando, há exatos 24 anos, forçou a rendição de Stroessner. Assumiu o comando do Exército em 1993 e em abril de 1996 declarou-se me rebeldia contra o então presidente Juan Carlos Wasmosy, que abriu contra ele um processo por sedição. Oviedo ficou 11 anos preso.

Raúl Cubas, candidato que o substituiu no partido Unace, ganhou as eleições de 1998, decretou sua libertação e lhe restituiu os direitos cívicos e políticos. Mas meses depois a Suprema Corte anulou o decreto e Oviedo voltou para a prisão.

Em 23 de março de 1999, o assassinato do vice-presidente Luis María Argaña levou a um julgamento político para a destituição de Cubas e a protestos nos quais morreram sete manifestantes. Cubas foi deposto e se asilou no Brasil, Oviedo fugiu, refugiou-se inicialmente na Argentina e depois no País, onde recebeu asilo político. Possuidor de uma grande fortuna, uma comissão do Congresso brasileiro vinculou seu enriquecimento ao narcotráfico, algo que o general sempre negou. / EFE

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