AP/Gregory Bull
AP/Gregory Bull

De herói de guerra a ilegal deportado

Militar mexicano espera que Trump reveja sua situação e permita seu retorno aos EUA

O Estado de S.Paulo

10 de março de 2017 | 05h00

Após combater como marine na Guerra do Kuwait, Antonio Romo retornou aos EUA traumatizado com os massacres. Apelou ao álcool e às drogas para tentar acalmar os pesadelos e tentou o suicídio várias vezes. Foi preso por vender cocaína e, após deixar a prisão, deportado da Califórnia, onde chegou ilegalmente aos 12 anos, para o México, em 2008.

Hoje, está entre os muitos veteranos dos EUA – a maioria residente legal, mas não cidadão – que foram deportados por cometer crimes e há anos tentam convencer o governo americano a permitir seu retorno.

Agora, as esperanças desses homens estão presas a duas prioridades conflitantes do novo presidente: Donald Trump prometeu apoiar os militares e os veteranos, mas também disse que deportará os imigrantes ilegais, principalmente os condenados por algum crime.

Os EUA recrutam estrangeiros desde a metade do século 19 e, entre 1999 e 2008, mais de 70 mil serviram nas Forças Armadas. O serviço militar representa um passo na obtenção da cidadania. Segundo estatísticas do governo, entre 2001 e 2015, mais de 109 mil veteranos foram naturalizados americanos. Mas a naturalização não ocorre automaticamente e eles têm de seguir um rigoroso processo. Muitos veteranos, no entanto, apelam às drogas e cometem crimes após seu serviço militar.

Uma ONG com sede em Tijuana, que dá apoio a veteranos, disse que atende a 300 casos de veteranos deportados de 30 países. Apesar de todas as dificuldades, muitos garantem que não hesitariam em servir novamente no Exército americano se fossem convocados. / AP

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