De La Rúa bate boca com Ruckauf e pede trégua

Depois de bater boca com o governador da província de Buenos Aires, Carlos Ruckauf, durante a inauguração de um campus tecnológico, o presidente Fernando de la Rúa fez um apelo para uma trégua política. O presidente afirmou que isso é o que a Argentina necessita neste momento e pediu aos líderes dos diferentes partidos a aprovação do Orçamento de 2002 e da nova lei de co-participação federal. O presidente reconheceu que a bancarização compulsória da economia argentina "não era o plano do governo", mas justificou que teve de adotá-la para evitar uma fuga de depósitos massiva "provocada pela onda de boatos". O presidente afirmou também que há recursos para pagar a dívida que vence na próxima sexta-feira. Porém, não precisou de onde sairão estes fundos; disse somente que o "ministro de Economia (Domingo Cavallo) o tem previsto." O presidente admitiu que o pagamento das aposentadorias, pensões e do funcionalismo dependerá do nível da arrecadação. No entanto, o governador de Santa Cruz, Néstor Kirschner, afirmou hoje que o governo estuda a possibilidade de elevar o corte dos salários e aposentadorias de 13% para 21%. As declarações do presidente foram feitas durante a inauguração de um campus tecnológico, da qual participou também o governador Ruckauf, que fez um duro discurso diante do presidente. O governador criticou a bancarização e a política econômica do governo, bem como o atraso no pagamento dos salários e das aposentadorias. Leia o especial

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