De la Rúa é acusado de ordenar a repressão na Argentina

O ex-presidente Fernando de la Rúa foi acusado nesta terça-feira de ter ordenado pessoalmente a dura represssão policial contra manifestantes que pediam sua renúncia em 19 de novembro, que deixou seis mortos. Diante da presença de milhares de irados manifestantes que faziam ressoar suas caçarolas na Praça de Mayo e em outros pontos da capital e do interior da Argentina, De la Rúa decidiu apresentar sua renúncia ao Congresso em 20 de dezembro. O ex-presidente e vários de seus funcionários foram denunciados perante a Justiça federal, que abriu uma investigação a respeito através da juíza María Servini de Cubría. O deputado esquerdista Luis Zamora compareceu hoje perante a juíza para dizer-lhe que o ex-subsecretário do Interior, Lautaro García Batallán, admitiu que a ordem de repremir os manifestantes da Praça de Mayo partiu diretamente de De la Rúa. "A decisão política de De la Rúa era impedir que a Praça de M ayo se enchesse, porque estávamos negociando com o Justicialismo (peronismo), precisávamos de tempo, e se a praça se enchesse ele teria que renunciar à Presidência", declarou García Batallán, segundo informou Zamora. A ordem supostamente dada por De la Rúa foi executada por Enrique Mathov, que era subsecretário da Segurança, pelo ex-ministro do Interior, Ramón Mestre, e pelo ex-chefe da Polícia Federal, comisssário Rubén Santos.

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