Shizuo Kambayashi/AP
Shizuo Kambayashi/AP

De líder novo, partido governista deve convocar eleições no Japão

Partido Democrático já tem maioria na Câmara Baixa, mas também busca soberania no Senado

Reuters

10 de junho de 2010 | 11h00

TÓQUIO - O partido governista do Japão caminhava na quinta-feira, 10, no sentido de convocar uma eleição para a Câmara Alta do Parlamento para 11 de julho, na esperança de aproveitar o impulso em sua popularidade desde que Naoto Kan assumiu o posto de primeiro-ministro, apesar do risco de desagradar um aliado da coalizão.

 

O Partido Democrático do Japão (PDJ) continuará no poder independentemente do resultado eleitoral, já que tem maioria na Câmara Baixa. Mas uma vitória por ampla margem no Senado facilitaria a aprovação de projetos importantes, inclusive para a redução da enorme dívida pública.

Muitos parlamentares governistas queriam a antecipação da eleição para aproveitar a lua de mel do eleitorado com Kan, depois da renúncia do impopular Yukio Hatoyama, que passou apenas oito meses no cargo.

Já o pequeno Novo Partido Popular (NPP), parceiro do PDJ, insistia em votar ainda na atual legislatura um polêmico projeto que reverte a privatização do sistema postal, o que exigiria a prorrogação da atual sessão legislativa. Se a legislatura se estender por mais duas semanas, em vez de terminar em 16 de junho, a eleição provavelmente ficará para 25 de julho.

Um dirigente do PDJ buscou um acordo com o NPP, dizendo que o projeto poderia ser aprovado após a eleição. "Seria melhor se conseguirmos que o NPP concorde com um plano para fazer desse projeto nossa maior prioridade na sessão extraordinária do Parlamento que se segue à eleição para o Senado", disse Azuma Koshiishi a jornalistas.

Na quarta-feira, um dirigente do NPP dissera que seu partido poderia abandonar a coalizão se o projeto não for aprovado, conforme previa um acordo entre Kan e o líder do NPP, Shizuka Kamei.

Mas Kamei, que também é ministro, não quis dizer a jornalistas na quinta-feira qual será a posição do seu partido caso o Parlamento não vote o projeto antes da eleição.

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