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De olho nas eleições, Berlusconi propõe mudar Carta italiana

De olho nas eleições, Berlusconi propõe mudar Carta italiana

Entre outras inovações, premiê sugere o voto direto para presidente e redução no número[br]de parlamentares

Renata Miranda, O Estado de S.Paulo

28 de março de 2010 | 00h00

Em meio a um conturbado cenário interno, com constantes escândalos pessoais e denúncias políticas, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, está propondo uma série de mudanças na Constituição que modificaria até mesmo o sistema de governo do país.

Durante a campanha para as eleições regionais de hoje e amanhã (mais informações nesta página), o líder italiano afirmou que planeja uma "grande reforma" nos últimos três anos de seu governo. Entre as modificações prometidas estariam mudanças no Judiciário, um corte no número de parlamentares e a adoção de eleições diretas para presidente, que atualmente é eleito pelo Parlamento.

Analistas, porém, duvidam da real disposição do premiê de lutar por mudanças complexas na Carta. "Berlusconi é ótimo em fazer promessas, mas é um péssimo administrador", afirmou ao Estado, por telefone, o cientista político James Walston, da Universidade Americana de Roma. "A única razão pela qual ele está fazendo essas declarações é porque precisa de apoio político, mas dificilmente o que propôs entrará em prática."

Pesquisas recentes indicam que a popularidade do líder italiano caiu de 62% para 44% desde que ele foi eleito em 2008. Entre as causas para a queda de apoio estariam os diversos processos abertos contra ele. Para o presidente da Sociedade Italiana de Ciência Política, Mauro Calise, outro motivo para a queda de popularidade seria a excêntrica vida pessoal levada pelo líder, um magnata da mídia.

"Os incidentes pessoais protagonizados por Berlusconi tiveram uma repercussão ruim na imprensa", disse Calise. Entre os escândalos que envolvem o premiê está seu complicado divórcio com a ex-atriz Veronica Lario, que exigiu uma pensão mensal de 3,5 milhões.

"Muitos dos partidários do premiê são católicos e não aprovam o estilo de vida dele", ressaltou Walston. "No entanto, a inabilidade de lidar com a crise econômica também influenciou na queda de apoio. No fim, a incompetência dele falou mais alto."

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