Mathieu Lehanneur/NYT
Mathieu Lehanneur/NYT

De vista panorâmica a teto de vidro - veja como arquitetos estão imaginando a nova Notre Dame 

Projetos apresentados na competição internacional lançada pela França prevê uma aparência para o teto da catedral mais próxima do século 21

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2019 | 17h31

Arquitetos pelo mundo começaram a compartilhar suas ideias sobre como a nova Catedral de Notre Dame deveria ser reconstruída após o incêndio que destruiu o teto da catedral. E vidro é a nova madeira. Muitos deles têm favorecido uma aparência ligada ao século 21 em detrimento aos elementos arquitetônicos góticos originais. 

O primeiro-ministro da França, Édouard Philippe, lançou uma competição internacional de projetos para substituir  a icônica torre que desabou no incêndio e o teto. 

"Isso obviamente é uma grande mudança, uma responsabilidade histórica", disse Philippe no mês passado, pedindo que o novo projeto seja "adaptado às tecnologias e desafios de nosso tempo". 

"O resultado ideal seria uma combinação respeitosa entre o velho dominante e o que há de melhor no novo", disse o arquiteto britânico Norman Foster, cujo portifólio inclui a modernização do Reichstag, o prédio do Parlamento alemão, destruído na 2ª Guerra. 

E apesar de Foster não ter submetido nenhuma proposta sobre a Notre Dame, outros arquitetos que participam da disputa parecem concordar com sua visão. 

A maioria dos projetos tornados públicos por seus próprios criadores nas redes sociais apresenta a substituição das vigas de madeira, que deram ao topo da igreja o apelido de "a floresta", por vidro e ferro. Alguns propõem até mesmo que o teto se transforme em uma espaço público com uma vista panorâmica de Paris. 

Uma decisão sobre uma nova Notre Dame levará ainda alguns meses para ser tomada e nesse período os especialistas ainda avaliarão o tamanho do estrago causado pelo incêndio. 

Mas uma vez que o projeto para a catedral for anunciado, arquitetos, trabalhadores da construção e mestres em restauração terão de correr para cumprir o prazo de cinco anos imposto pelo presidente Emmanuel Macron. 

Foster é otimista: "A França tem uma invejável reputação de realizar Grandes Projetos. Com sua experiência, não há razão para o presidente Macron não ficar otimista de que o prazo será cumprido". / W. POST 

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