Kim Kyung-Hoon / Reuters
Kim Kyung-Hoon / Reuters

De volta da Coreia do Norte, Rodman pede mundo sem política por um dia

Ex-jogador da NBA provocou polêmica durante sua visita ao país no aniversário de ditador

O Estado de S. Paulo,

13 de janeiro de 2014 | 09h07

PEQUIM - O ex-jogador de basquete da NBA Dennis Rodman fez um apelo nesta segunda-feira, 13, ao mundo para que deixe a política de lado, ao menos por um dia, ao desembarcar na China depois de viagem à Coreia do Norte, onde provocou polêmica com comentários sobre um americano preso no isolado país comunista.

Rodman, de 52 anos, irritou muitas pessoas nos Estados Unidos com uma entrevista na semana passada em que culpou Kenneth Bae, um missionário norte-americano preso na Coreia do Norte, pela própria detenção, e não as autoridades norte-coreanas.

O ex-jogador, que diz ser amigo do ditador norte-coreano, Kim Jong Un, desculpou-se depois pelos comentários feitos durante a visita à Coreia do Norte junto com um grupo de outros ex-jogadores da NBA.

Rodman foi recebido por uma multidão de jornalistas na volta à China, e atravessou o saguão do aeroporto acompanhado por seguranças até chegar a um carro estacionado à espera dele.

"Quero dizer às pessoas que não importa o que esteja acontecendo no mundo, por um dia, só por um dia, sem política, sem todas essas coisas", disse.

"Não sou o presidente, não sou embaixador, eu sou Dennis Rodman, só um indivíduo, apenas mostrando ao mundo o fato de que podemos realmente nos dar bem e sermos felizes por um dia", acrescentou.

Ele então aparentemente começou a chorar e afastou-se da mídia, repetindo "desculpas".

Alegando que estava sob efeito do álcool, Rodman pediu desculpas pelos comentários sobre Bae, que foi condenado a 15 anos de trabalhos forçados na Coreia do Norte após ser detido em 2012 sob acusação de subversão.

Rodman disputou na semana passada uma partida de basquete na capital norte-coreana, Pyongyang, para comemorar o aniversário do líder norte-coreano Kim. A visita foi duramente criticada por ativistas dos direitos humanos. / REUTERS

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