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Debate dá largada na campanha presidencial democrata

A corrida para desafiar o presidente Donald Trump começa nesta semana, com os dois primeiros debates televisivos entre os pré-candidatos democratas

Helio Gurovitz , O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2019 | 06h00

A corrida para desafiar o presidente Donald Trump começa nesta semana, com os dois primeiros debates televisivos entre os pré-candidatos democratas (estão previstos 12 até 2020). Em 2016, havia 17 pré-candidatos republicanos. Agora, há 1, Trump, contra 24 postulantes ao posto de desafiante.

Pelo critério do Comitê Nacional Democrata, só 20 participam dos debates, sorteados em dois grupos de 10. A noite mais quente, quinta-feira, reúne o ex-vice-presidente Joe Biden (favorito nas pesquisas), os senadores Bernie Sanders, Kamala Harris e o prefeito Pete Buttigieg. Na véspera, a senadora Elizabeth Warren é o destaque, ao lado do senador Cory Booker e do deputado Beto O’Rourke.

Biden representa a velha guarda do partido e os eleitores moderados, maioria entre os democratas. É desafiado pela ala à esquerda, a mais estridente nas redes sociais, representada por Sanders e Warren (ambos defendem limites a bancos e corporações, e Sanders até se proclama socialista). Todos apostam na impopularidade de Trump para tirá-lo da Casa Branca.

Deveriam tomar mais cuidado. A economia continua em pleno emprego. Trump mantém o apoio em sua base. Será opção inevitável mesmo para republicanos moderados. Arrecadou nas primeiras 24 horas de campanha quase US$ 25 milhões, mais que todos os rivais no primeiro trimestre.

A maioria que o rejeita não se empolga por nenhum democrata. A disputa no partido pode descambar para um duelo fratricida e prejudicar o escolhido nas primárias. Trump não para de fazer campanha desde que foi eleito. Passou da hora de os adversários resolverem sua crise de identidade e começarem.

DESIGUALDADE

Nos EUA, ricos mais ricos, e pobres mais pobres

Entre 1989 e 2018, os ricos enriqueceram US$ 21 trilhões nos Estados Unidos, e os pobres empobreceram US$ 900 bilhões, revela uma análise do economista Matt Bruenig de dados recém-divulgados pelo Fed. Bruenig comparou a riqueza total – ativos menos dívidas, em valores corrigidos – do 1% mais rico à dos 50% mais pobres.

ENERGIA

Carvão cresce no Japão após desastre nuclear

Depois do acidente de Fukushima, em 2011, a resistência à energia nuclear se tornou um dos maiores empecilhos ao cumprimento das metas do Acordo de Paris no Japão. O motivo é a expansão das usinas a carvão. Antes da tragédia, o plano era que usinas atômicas gerassem metade da energia até 2030. Agora, o governo fala em 20%. Outros 24% virão de fontes renováveis e 26%, das termoelétricas a carvão. O Japão é o terceiro maior importador do combustível, atrás apenas de Índia e China.

CLIMA

UE não cumprirá meta do Acordo de Paris

O carvão persiste também na União Europeia, onde responde por um sexto das emissões. O plano depois de Paris era erradicá-lo até 2030, meta inviável. Na Polônia, ele gera 80% da energia. O lobby das mineradoras da Silésia garantiu que não haverá redução antes de 2030. No Alemanha, o governo decidiu desativar as usinas nucleares depois de Fukushima e adiou a substituição das últimas termoelétricas a carvão para depois de 2038. Dependem ainda delas, Bulgária, Romênia, Grécia e República Checa.

CIÊNCIA

Marinha americana evita usar sigla UFO

Nas novas diretrizes estabelecidas para relatos sobre objetos voadores não identificados, despertadas por visões misteriosas nos últimos anos, a Marinha americana evita usar a sigla UFO. Embora não tenha conseguido explicar as observações, prefere evitar qualquer especulação sobre vida inteligente noutros planetas e fala agora em “fenômenos aéreos inexplicados”, UAP na sigla em inglês.

LITERATURA

Clarice Lispector em biblioteca na Bienal de Veneza

Ao lado de Dante, Voltaire, Victor Hugo, Thomas Mann e Walter Benjamin, a brasileira Clarice Lispector foi um dos nomes escolhidos pelo ceramista e escritor Edmund de Waal – autor do best-seller A lebre com Olhos de Âmbar – para compor os 2 mil volumes de sua Biblioteca do Exílio, dedicada à temática da migração. Montada com peças em porcelana, é parte da instalação Salmo, que reúne suas obras na Bienal de Veneza. O visitante pode ler, fazer anotações e sugerir novos livros.

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