David Goldman/AP
David Goldman/AP

Debate entre vices nos EUA terá Irã e economia em discussão calorosa

Embate entre Paul Ryan (republicano) e Joe Biden (democrata) será o único entre vices; 'Estado' transmite a partir de 22h

Beatriz Farrugia, especial para o estadão.com.br,

11 de outubro de 2012 | 09h17

DANVILLE, KENTUCKY, EUA - Os candidatos à vice-presidência dos EUA, o democrata Joe Biden e o republicano Paul Ryan, devem manter uma discussão calorosa no debate programado para esta quinta-feira, 11. De acordo com especialistas, a reforma da saúde, os rumos da economia, a política imigratória e o posicionamento do país diante das revoltas árabes estarão no centro do embate.

 

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"É difícil evitar falar de economia, já que é o assunto com o qual as pessoas mais se preocupam", disse ao estadão.com.br Michael Shifter, presidente da Inter-American Dialogue, com sede em Washington. O tema, de fato, dominou boa parte do primeiro debate entre os presidenciáveis Barack Obama e Mitt Romney, realizado na semana passada.

 

Para Shifter, porém, é bem provável que os candidatos à vice-presidência também tenham de lidar com questões relacionadas ao Irã e à Primavera Árabe, uma vez que a política externa não esteve entre os assuntos de Obama e Romney - será tratado somente no segundo debate presidencial, marcado para o dia 16. "O debate entre Ryan e Biden deve ser mais honesto que o dos presidenciáveis", diz o coordenador do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais (IEEI), Luis Fernando Ayerbe. Para ele, o duelo "vai ser um embate frontal, porque os dois são pessoas que assumem suas posições".

 

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De acordo com o professor de Relações Internacionais da ESPM Marcelo Zorovich, que está nos EUA para acompanhar o debate, o clima político está bastante acirrado no país em função dos resultados do duelo da semana passada entre Obama e Romney. Uma pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada esta semana apontou que, pela primeira vez em mais de um mês, o republicano aparece à frente nas pesquisas, com 45% das intenções de voto, contra 44% de Obama. Os números apontam empate técnico, contudo.

Diante desse cenário, especialistas acreditam que o resultado do debate entre Biden e Ryan pode ter influência direta nas eleições. "Certamente qualquer evento, inclusive um debate, terá um impacto no pleito", comentou Ayerbe. Nas eleições de 2008, a vice na chapa do republicano John McCain, Sarah Palin, demonstrou despreparo e acabou perdendo o debate para Biden, que já concorria ao lado de Obama. Ela chegou a ser alvo de piadas na imprensa norte-americana. "Há uma expectativa, inclusive do próprio Ryan, de que o tom que Biden adotará será o de 'partir para o ataque'", disse Zorovich.

"Biden tem mais experiência. Ryan já participou de debates antes, mas não no cenário nacional", apontou Shifter. Para ele, além da diferença "óbvia" de idade (o democrata tem 69 anos e republicano, 42), os dois possuem "ideologias e temperamentos" quase opostos, o que pode determinar o resultado do debate.

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