Suspensão da Venezuela não afetaria relação entre Brasil e Argentina, diz ministro

Mauro Vieira acredita que o País não terá os laços estremecidos com vizinho por polêmica no Mercosul

Julia Lindner, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2015 | 06h40

BRASÍLIA - O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, disse que a posição do recém-eleito presidente argentino, Maurício Macri, de defender a suspensão da Venezuela do Mercosul por abusos de direitos humanos não deve afetar as relações entre Brasil e Argentina.

"Eu acho que o bloco está muito bem constituído, muito bem equilibrado, e agora vamos avançar em negociações comerciais. Eu conheço o Macri há muito tempo, desde que era deputado, e sei que ele é um homem com uma visão pró-negócios. Acredito que vamos avançar muito", afirmou.

O chanceler participou na manhã desta ontem de uma audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado para discutir o Acordo Estratégico Transpacífico de Associação Econômica.

Sobre a missão de monitoramento da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) nas eleições parlamentares venezuelanas, no dia 6, Vieira disse que o Brasil participa dos esforços para promover o diálogo na Venezuela. "A falta de uma atitude pública do governo brasileiro não quer dizer que não exista uma diplomacia reservada", acrescentou o ministro. "Agora, temos de esperar o resultado das eleições, mas o governo brasileiro jamais se omitiu."

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