Debates e protestos marcam Fórum Social Europeu

O Fórum Social Europeu realizado em Florença, Itália, teve seu segundo dia de trabalhos marcado por manifestações, ao mesmo tempo em que ativistas antiglobalização preparavam-se para uma grande marcha amanhã. Enquanto isso, os debates na cidade de Fortezza de Basso prosseguiam e atraíam grande público. As discussões de hoje foram centradas nas denúncias contra a "dominação militar, econômica e cultural dos Estados Unidos".Um grupo de manifestantes protestou hoje em frente a um depósito da Caterpillar, a multinacional que produz, segundo eles, as máquinas com as quais os israelenses derrubam as casas dos palestinos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.Um outro grupo de 100 pessoas protestou em frente à Penitenciária de Sollicciano. De dentro das celas, os detidos respondiam à manifestação. O grupo pedia a abolição das prisões.Por sua vez, alguns estudantes ocuparam simbolicamente a sede da Sociedade Italiana de Autores e Editores (SIAE), para protestar "contra a lógica autoritária de transmissão e difusão de saber dominantes".Numa cidade repleta de forças de segurança, cuja presença no centro histórico cresceu em relação a ontem, as pessoas se preparavam para a manifestação antiguerra prevista para amanhã.A chegada de manifestantes de Espanha, França e Grã-Bretanha continuava durante o dia. Já chega a 35.000 o número de participantes do Fórum Social, como demonstra o número de credenciais distribuído pelos organizadores.Também segundo os organizadores, cerca de 1.800 jornalistas foram credenciados, dos quais 800 pertencem a veículos de informação estrangeiros.

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