Decisão da ONU demonstra que Taiwan é parte do país, diz China

Já são 15 as tentativas fracassadas de Taiwan de entrada na Organização desde 1993

Efe,

20 de setembro de 2007 | 01h27

A China considera que a nova rejeição de uma solicitação de entrada de Taiwan na Organização das Nações Unidas (ONU) demonstra que "nada pode mudar" o fato de que a ilha é parte "inalienável" do território chinês, disse nesta quinta-feira, 20, uma porta-voz oficial. A porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Jiang Yu, disse à agência oficial Xinhua que "nenhum ato contrário à resolução 2.758 receberá o apoio da maioria dos Estados-membros da ONU". A resolução 2.758 declara que a República Popular da China é a única representante legítima da China na ONU. Por isso, o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, rejeitou a entrada de Taiwan. Jiang acrescentou que "qualquer tentativa de desafiar a política de uma só China e dividir o país está condenada ao fracasso". Para Taiwan, a resolução 2.758 não é pertinente no caso. Segundo afirmou na quarta-feira a vice-presidente taiuanesa, Annette Lu, o texto "não menciona o nome oficial de Taiwan". Rejeição Já são 15 as tentativas fracassadas de Taiwan de entrada na ONU desde 1993. O país foi expulso da entidade em 1971, quando a China ocupou seu lugar. Um comitê da Assembléia Geral rejeitou o pedido, numa reunião que pela primeira vez em anos foi a portas fechadas. "O Comitê Geral decidiu não recomendar que o pedido faça parte da agenda da 62ª sessão", anunciou Janos Tisovszky, porta-voz do presidente da assembléia. Ele detalhou que a proposta de entrada de Taiwan foi apresentada pelas ilhas San Vicente e Salomão. China e Egito rejeitaram a iniciativa. O antigo governo nacionalista foi membro fundador da ONU em 1945, quando ainda tinha sua sede em território chinês. A Assembléia Geral da ONU aprovou uma resolução em 1971 expulsando os representantes de Chiang Kai-shek, o líder nacionalista que fundou Taiwan em 1949, após a derrota para o Partido Comunista.

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