Decisão da troca de soldado americano foi unânime, diz Pentágono

Presidente Obama voltou a dizer que não deve desculpas pelo acordo feito com o Taleban, que teve cinco líderes soltos

O Estado de S. Paulo

05 de junho de 2014 | 11h40

LONDRES - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, disse que a decisão de firmar um acordo com o Taleban para a libertação do sargento americano Bowe Bergdahl foi unânime na Casa Branca, já que se considerava que a vida do soldado estava em "perigo".

Bergdahl foi entregue a forças das operações especiais dos EUA no Afeganistão no sábado 31, depois de cinco anos de cativeiro, em troca da transferência para o Catar de cinco líderes do Taleban que estavam detidos na prisão de Guantánamo, em Cuba.

O presidente Barack Obama afirmou nesta quinta-feira, 5, em entrevista ao lado do primeiro-ministro britânico, David Cameron, que não deve desculpas pelo acordo feito. "Como já disse, não deixamos ninguém que vista o uniforme militar americano para trás. Estávamos muito preocuados com a saúde de Bergdahl, vimos uma oportunidade e agimos."

A troca provocou críticas de alguns congressistas, irritados pelo governo não os ter alertado antecipadamente. Ao mesmo tempo, ex-colegas de Bergdahl no Exército acusam-no de ter sido capturado depois de desertar.

Hagel disse à BBC em uma entrevista transmitida nesta quinta que o governo Obama teve de agir rapidamente e sem consultar antes o Congresso - que deveria ter sido informado com 30 dias de antecedência antes da transferência de presos de Guantánamo - porque a vida do soldado estava em perigo.

Ele disse que o secretário da Defesa, o secretário de Estado, o chefe do Estado-Maior conjunto das Forças Armadas, o diretor de inteligência nacional e o procurador-geral, todos chegaram à mesma conclusão. / REUTERS

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