AP Photo/John Minchillo
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Decisão de Trump de aceitar contribuições de doadores não afeta sua popularidade

Empresário disse que não financiaria mais a própria campanha e passaria a trabalhar com o partido para arrecadar mais de US$ 1 bilhão que o ajudariam a combater a democrata Hillary

O Estado de S. Paulo

13 Maio 2016 | 11h15

NOVA YORK - Os apoiadores do provável candidato presidencial republicano Donald Trump parecem não ter se incomodado com sua decisão de aceitar contribuições de doadores, apesar da promessa anterior de custear sozinho sua própria campanha e de ter classificado seus rivais de marionetes de abastados grupos de interesse.

A promessa era um dos alicerces da estratégia eleitoral do bilionário para se apresentar como alguém de fora do sistema político e imune aos doadores ricos, embora tenha aceitado mais de US$ 12 milhões em contribuições até o momento.

A estratégia rendeu frutos na semana passada, quando o empresário de Nova York emergiu como provável indicado republicano depois de uma série de vitórias em prévias estaduais americanas e da desistência do senador Ted Cruz de disputar a indicação.

Desde então, Trump disse que não iria mais financiar a própria campanha, mas trabalhar com o partido para arrecadar mais de US$ 1 bilhão que o ajudarão a combater seu eventual adversário democrata - provavelmente a ex-secretária de Estado Hillary Clinton. Críticos o acusaram de ser um vira-casaca, mas alguns apoiadores não concordam.

A agência de notícias Reuters entrevistou 40 eleitores pró-Trump e 36 deles disseram não estar preocupados com o recuo do empresário. Somente quatro indicaram que a mudança de posição os incomodou, embora todos tenham afirmado que continuarão a apoiá-lo.

A maioria dos entrevistados aplaudiu a maneira com a qual o ex-apresentador de reality show se apresentou como um "bilionário trabalhador" que não precisa do dinheiro dos outros, mas disseram entender que Trump precisará de muito mais recursos para competir na eleição geral de 8 de novembro.

Eles não teriam problema em doar a Trump, embora na mesma modalidade de pequenos valores que o pré-candidato presidencial democrata Bernie Sanders usou para arrecadar quase US$ 200 milhões.

"Embora eu esteja recebendo assistência do governo, doaria a Trump", disse Pamela Thompson, que tem 46 anos e é mãe de três crianças em idade escolar de Tulsa, no Estado de Oklahoma. "E meus filhos montariam uma barraca de venda de limonada para ajudar a elegê-lo".

Os entusiastas entrevistados disseram que o compromisso de Trump de seu autofinanciar é menos importante para eles do que sua promessa de perseguir os trabalhadores ilegais e ajudar as cidades da classe trabalhadora branca que perderam empregos no setor manufatureiro para países em desenvolvimento. /Reuters

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